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segunda-feira, 25 de março de 2013

Vamos mudar a cor dos ovos

É já tradição da Páscoa colorir ovos. 
Na atividade de hoje propomos que façam as vossas próprias tintas,recorrendo para isso a pigmentos naturais.

Ovos coloridos

Material
Ovos
Cascas de Cebola
Água 
Frascos com tampa

Mãos-à-obra

Começa por retirar a casca das cebolas(mais cascas dão origem a uma cor mais intensa), mas apenas a casca de fora, escura e seca;
Coloca as cascas dentro de uma panela com água(suficiente para depois cobrir os os ovos) e leva ao lume a ferver durante cerca de 20min(a água deve ficar com cor);
Deixa a arrefecer a água e retira depois as cascas;
Coloca os ovos dentro da panela e leva novamente ao lume deixando ferver durante 10min;
Retira os ovos da panela e deixa secar. Se desejares uma cor mais intensa podes colocar os ovos dentro de um frasco, cobrir com a água da panela (já fria) e deixar durante a noite num local fresco;
Para uma aspeto brilhante podes passar um pano com um pouco de óleo de cozinha nos ovos, quando estiverem secos.

Sugestões

Podes obter outras cores utilizando outros "alimentos", como por exemplo a beterraba ou a couve-roxa, que são também excelentes corantes naturais. O procedimento é o mesmo.

Para obteres ovos com desenhos, antes de colocares os ovos a cozer, podes atar folhas(com a ajuda de um cordel) e ficas com o molde da folha no teu ovo. Outra técnica consiste em fazer desenhos com lápis de cera e depois mergulhar os ovos dentro do corante.

Explicação

Nem sempre tivemos disponível a variedade de cores e tintas que hoje existem! Até ao século XVIII, as tintas e pigmentos eram retirados da natureza(de vegetais, animais ou plantas) e por isso algumas tintas valiam mais que o ouro. Graças aos avanços da ciência, hoje em dia já conseguimos sintetizar e imitar as cores da natureza. 
O composto responsável pela mudança de cor dos ovos é a quercetina, presente na casca da cebola. A quercetina apresenta também propriedades medicinais e por isso há quem faça chá de casca de cebola(com mel ou limão) para ajudar a curar, por exemplo, dores de garganta. 

Estrutura da quercetina.
 Apesar de já estarmos na Primavera, ainda apetece um chá, por isso vamos lá provar um chá de cebola!

Até lá, boa Páscoa ComCiência!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O truque do ovo fresco


Uma vez que nos estamos a aproximar da Páscoa, vamos iniciar um conjunto de atividades nas quais os ovos vão ser a personagem principal.
A atividade de hoje é realizada em muitas cozinhas e é extremamente útil para perceber se podemos ou não utilizar o ovo que anda esquecido no frigorífico.

Ovo: flutua ou vai ao fundo?

Material
Ovos
Copo ou recipiente fundo
Água

Mãos-à-obra
Enche o copo com água suficiente para cobrir o ovo.
Coloca o ovo no copo.

Resultado
Se o ovo for ao fundo é fresco, se flutuar é porque já é velho (e é melhor não ser comido).

Explicação
Este é um truque fácil e que a ciência ajuda a explicar. Assim, primeiro é preciso espreitar o interior do ovo para perceber o que aconteceu.


Estrutura do interior do ovo
A casca do ovo, composta por carbonato de cálcio, apresenta pequeníssimos poros (cerca de 8mil) os quais deixam entrar o ar mas não permitem a saída de líquidos (estes poros são fundamentais para assegurar as trocas gasosas que permitem o crescimento do embrião). A clara corresponde a dois terços do volume total do ovo e é constituída maioritariamente por água. Esta água vai evaporando e assim, a câmara de ar que existe entre a casca e a clara vai sendo ocupada por mais ar. Uma vez que o ar é mais leve que a água, o ovo fica também mais leve e por isso deixa de ir ao fundo.

E agora um desafio: será que conseguem por um ovo, mesmo fresco, a flutuar?

Até lá, bons desafios ComCiência!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

À pesca de cubos de gelo ou por que razão se deita sal nas estradas com gelo.


Face ao frio e à neve que se faz sentir em Portugal, muitas cidades continuam hoje vestidas de branco. Um cenário magnífico, mas que condiciona rotinas e dificulta a circulação de pessoas e automóveis. Para ajudar a abrir caminhos são necessários os limpa-neves e SAL, muito SAL!
A atividade de hoje vai-nos ajudar a perceber um pouco melhor o que faz o sal nestas situações.

Como pescar cubos de gelo apenas com um fio? 
 
Material
Fio
Taça com água                                                              
Cubos de gelo
Sal fino

               
Mãos-à-obra

Começa por encher metade de uma taça com água e coloca alguns cubos de gelo lá dentro;
Coloca uma parte do fio sobre os cubos de gelo e outra parte fora de água;
Deita uma quantidade generosa de sal fino sobre os cubos de gelo, especialmente nas zonas em que o fio está em contacto com os cubos;
Aguarda uns minutos e de seguida puxa o fio pela ponta que está fora de água.

Resultado

Uma excelente pescaria! O fio ficou preso aos cubos de gelo e assim conseguiste pescá-los!
Bom trabalho!

Explicação

Ao colocarmos sal no gelo estamos a provocar uma diminuição do ponto de fusão1 do gelo. Isto significa que, em vez de os cubos de gelo fundirem (derreterem) a uma temperatura superior a 0ºC, vão derreter a uma temperatura mais baixa. Mas para o gelo derreter, é necessário que ele absorva energia (sob a forma de calor) de algum meio. Neste caso, os cubos de gelo absorvem energia da água que está à sua volta, que fica assim mais fria (da mesma forma que quando aquecemos as nossas mãos numa chávena de chá quente, estamos a absorver energia do chá quente, que fica assim mais frio). Este arrefecimento da água faz com que o fio “congele”, ficando preso aos cubos de gelo.

Agora já percebemos porquê que o sal é adicionado às estradas com gelo. Com sal, o gelo derrete a temperaturas mais baixas facilitando assim a sua passagem para o estado líquido.

E será que conseguem responder aos próximos desafios?

1. O que congela mais rápido: um copo com água ou um copo com água e sal?

2. Onde é que será mais fácil derreter cubos de gelo: num copo só com água ou num copo com água e sal?


Até lá, boas atividades ComCiência!


Notas

1) Ponto de fusão - Temperatura à qual uma substância passa do estado sólido para o estado líquido.
2)É possível encontrar um vídeo desta experiência aqui http://ensinofisicaquimica.blogspot.pt/2008/06/como-pescar-um-cubo-de-gelo.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jogo da pesca

Na atividade de hoje vamos tentar descobrir quais os materiais que são atraídos por um íman. Para isso, vamos à pesca desses objetos, utilizando o poder de atração dos ímanes!


Pesca magnética

Material

1 Íman pequeno por cada jogador
Fio
1 pau de espetada por cada jogador
Clipes; Rodela de cortiça; papel de alumínio
Moedas (de diferentes valores)
Alfinetes; Botões; Tampas de caneta
Recipiente de plástico que sirva de piscina
Ampulheta (ou cronómetro)
               
Mãos-à-obra

Para iniciar o jogo é necessário construir primeiro o tabuleiro e as canas de pesca.
Assim, o tabuleiro poderá ser, por exemplo, um garrafão de água cortado ao meio, no qual iremos colocar os materiais a serem “pescados”. De seguida, poderá optar por encher ou não a metade do garrafão com água.
Depois do tabuleiro pronto, é a vez de construirmos as canas de pesca. Para isso basta amarrar ao pau de espetada (ou pau de gelado) uma ponta do fio. Na outra ponta prende-se o íman – está construída a nossa cana!

O jogo está quase pronto a começar. Basta apenas preparar o contador de tempo. 
As regras do jogo são simples: ganha o jogador ou a equipa que pescar mais objetos num menor intervalo de tempo (poderá ser dado um tempo limite para cada partida).


Resultado
Não foi possível pescar todos os objetos, mas não é falta de jeito do nosso pescador! É que nem todos os materiais são atraídos pelos ímanes! 

Para uma melhor visualização e discussão dos resultados, os mesmos poderão ser organizados numa tabela como a seguinte:

Tabela: Registo de resultados
Material
É atraído pelo íman
Não é atraído pelo íman
Clipe metálico
X

Cortiça

X
Moedas de 0,01€;0,02€ e 0,05€
X

Moedas de 0,10€;0,20€ e 0,50€

X

Outras sugestões

Esta atividade poderá também servir para desenvolver a criatividade e a expressão artística de cada equipa. Assim, o tabuleiro poderá ser decorado com motivos de mar e poderão também ser feitos pequenos peixes, em cartão ou cartolinas coloridas, que depois podem ser colados aos objetos, tornando assim mais “real” a pescaria.

Esta atividade pode ainda ser utilizada para falar da separação dos componentes de uma mistura. Através do poder do íman, os curiosos percebem que podem facilmente separar plástico do ferro. Esta técnica é denominada de separação magnética e é muito utilizada em sucatas assim como no tratamento de lixos urbanos.  

Explicação

Os ímanes possuem propriedades magnéticas, o que significa que tem a capacidade de atrair ferro, níquel e outras ligas metálicas destes elementos. No entanto, outros metais como o ouro, a prata ou o alumínio, assim como materiais como o plástico ou cortiça, não sofrem qualquer efeito visível quando sujeitos à ação de um íman comum.

Perante os resultados obtidos os nossos curiosos têm um novo desafio pela frente: descobrir qual a composição das diferentes moedas de euro para perceber porquê que umas são atraídas pelo íman e outras não!

Até lá, bons desafios ComCiência!